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Bobo é “ocê”

João Baptista Galhardo

Mês de junho. Festas de Santo Antonio, São João e São Pedro. Época de contar “causos” ao redor da fogueira. Tomando quentão e vinho quente. Um universitário foi para uma pequena cidade do interior. Parou num imóvel agrícola e se achando gostosão e inteligente, resolveu amolar um caipira, aliás seu hospitaleiro, com uma série de perguntas. O caipira se fazendo de bobo, mas cheio daquela caçoada, resolveu dar o troco a cada pergunta que o visitante fazia. Olhando de frente para um quadro com uma cara de cavalo perguntou o universitário: – é da família? E o caipira : – não… isso aí é um espelho. – Como chama aquele porquinho ali que é a sua cara? E o caipira responde: – aquele ali se chama “ocê”. – E aquele outro ali? Aquele outro ali é irmão de ocê. -E aquela? -Aquela ali é a namorada de ocê. O universitário querendo dar uma de esperto e para não ficar por baixo: -Então você vai me dizer que essa outra é a mãe de “ocê”. E o caipira mais do que esperto responde: – Não sinhô, a mãe de ocê nóis comemo ontem… Numa determinada Comarca havia um Juiz que só fumava cigarro de palha. Um dia, na rua, já distante de seu gabinete, encontra um caipira que lhe pergunta: – O Sinhô pode informá onde fica o Fórum? E o Juiz lhe perguntou: que vara o senhor deseja? O caipira arregalou os olhos e lhe disse: “êêê….. cigarrinho de páia arranquei do cê sô”. “Óia o cara meu!” Não se deve subestimar a inteligência dessa gente simples, mas professores da vida. Desconfiados. E precavidos: Dois caipiras se encontram de manhã para uma pescaria. “Tá animado? Diz o primeiro. – Eu tô. Mas o que você tá levando nesse embornal? – Uma garrafa de pinga. – Mas combinamos de não beber mais. – Combinamos. E se uma cobra picar a gente? Aí tem pinga pra passar na mordida e tomar um goles para diminuir a dor. -E nessa outra sacola? Aqui tô levando uma cobra. Vai que lá não tem…. Certa vez um Serviço de Saúde resolveu destacar um médico e uma enfermeira para zona rural da cidade, a fim de fazer o toque (exame de próstata) em todos aqueles com mais de cinqüenta anos. Não foi fácil. Até que foi o primeiro, todo envergonhado subiu numa maca dentro da Kombi. Sem saber como era o exame. De repente consumou-se. E o médico: dói? O caipira: – não….tô gritando só pra assustar a enfermeira. Um caboclo por gozação contou a história do Bentão, chegado numa cana. “Ele sonhou que foi a um bar e pediu uma pinga. O garçom perguntou: com limão ou sem limão?”. -Com limão. Enquanto o garçom foi buscar o limão no fundo do quintal do bar ele acordou. Revoltado deu um murro na cabeceira da cama: Droga!! porque não tomei sem limão mesmo.” São “causos” gostosos de lembrar. A Rosinha, 16 anos, abre a porta de sua casa no sítio e encontra o vizinho. Meu pai não está em casa. Mas eu já sei porque o senhor veio. Eu mesmo posso tratar disso. O Senhor quer que nosso touro vá montar suas vacas. Meu pai cobra 2oo reais por dia. -Bem, não é isso que eu quero. Respondeu o vizinho. A moça interrompe e continua: -Nós temos um touro que está apenas começando a cruzar. Meu pai cobra 100 reais por dia. -Mas não é isso que eu quero- responde o vizinho. Bem, nós temos um touro velho no pasto do fundo. Ele ainda dá conta do recado, mas é bravo. Se o senhor conseguir pegar, pode levá-lo. Meu pai vai cobrar só 50 reais. O vizinho já nervoso, fala depressa para não ser interrompido: -Eu vim conversar com seu pai porque seu irmão Bastião engravidou minha filha! Ah, nesse caso o senhor vai ter que esperar meu pai mesmo. Eu não sei quanto ele cobra pelo Bastião. E a mesma Rosinha que nunca tinha usado um vestido, foi convidada para uma festa numa cidade vizinha. E não poderia entrar de calças compridas nem sem calcinha. Não havia loja de roupas íntimas na redondeza. Então ela teve uma idéia: lembrou-se de que o armazém de um vilarejo perto do sítio, vendia sacos vazios. Como a moça costurava bem, faria sua própria calcinha. Ela foi até lá, comprou um saco de pano e correu para a máquina de costura. No dia esperado, vestiu a calcinha feita em casa, colocou o vestido e pegou um ônibus para ir à festa. Acostumada a usar calças compridas, sentou num dos bancos, bem à vontade. Em sua frente estava um caipira que não tirava os olhos das suas pernas abertas. Passado bom tempo, a menina se irritou: – o que foi .. caipira babaca… nunca viu uma calcinha? Acanhado, meio sem jeito, respondeu: – Óia moça, vê calcinha, já vi muitas, mas escrito “ração pra pinto” é a primeira vez.

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