Bastidores

Utopia dos governantes

Clóvis Rossi (FSP), na edição de sexta (28), diz que a utopia alarga horizontes do possível. No governo atual, festeja-se a mediocridade (para não falar da corrupção) no quesito emprego. O próprio candidato Lula dizia que seriam necessários 10 milhões de emprego. Até agora, 3,7 milhões que não podem ser comemorados. Seria se apequenar.

E continua Rossi: Alckmin diz que deseja ser o prefeito do Brasil. Não, o país precisa de alguém que pense grande. Alguém que tenha a coragem de ousar, de romper moldes, de testar e desafiar limites (…). Não se faz um país sem sonhos. Não se faz um grande país sem grandes sonhos.

Corretíssimo, companheiro!

Dimas Ramalho

As notícias sobre os deputados, em sua maioria, retratam atitudes fétidas (socialmente), desaconselháveis às pessoas de bem. Ainda mais quando detentoras de um mandato eletivo, um cheque em branco assinado por milhares que acreditam na democracia representativa.

Visando formar bons cidadãos, através de exemplos, os pais e educadores evitam que crianças ouçam rádio, vejam televisão ou leiam jornais e revistas quando o centro é o nobre deputado. E nem precisa relacionar o farto noticiário ao “recomendável para pessoas acima de 18 anos”.

Por isso, diante de nimbos carregados que prenunciam tempestades em lugares incertos, o deputado federal da região de Araraquara, Dimas Ramalho, está certíssimo em se ausentar da mídia. A não ser para, como tem feito, vez ou outra anunciar liberação de verbas para atender a coletividade. Um afastamento estratégico para não ser lembrado numa hora cheia de fatos grotescos que teima em incluir todos no mesmo saco. Essa ausência do Dimas é bem-vinda embora, quem o conhece, tem-no como agente dotado de uma história diferenciada que honra a confiança eleitoral.

Marcelo Barbieri

O Marcelo Barbieri deixa a Câmara Federal, limpo, limpíssimo não é Zi?, sem as máculas comuns a dezenas, muitas dezenas de outros senhores aproveitadores, os grandes filhos da pauta negativa e mesclada de ações tipificadas pelo Código Penal. Isso, para toda a região de Araraquara, é um régio presente. O filho da Dona Ruth e do saudoso Nelson Barbieri deixa uma folha com saldo notável. Para o Marcelo, no entanto, uma saída triunfal da esfera federal deveria passar por um NÃO ao privilégio odioso (e para isso felizmente tem bens materiais e cabedal de conhecimento e energia), e anunciar alto e bom som que não aceita a aposentadoria de parlamentar (legal, mas, estupendamente imoral e vexatória num país como o nosso). A aposentadoria do agente político por uns poucos anos de serviço. Marcelo poderia dar mais esse exemplo dignificante. Enquanto direito previdenciário ainda continua a mexer com a libido de nobres deputados federais e impolutos senadores…

Roberto Massafera

Numa fronteira escura, onde todos os gatos são pardos, o ex-prefeito Roberto Massafera também está com razão inquestionável ao ficar ausente do noticiário. Neste momento em que um monte vive minutos de glória ao se auto-declarar candidato a deputado, sem pensar que a divisão de votos vai dar continuidade à cadeira vazia da região de Araraquara na Assembléia Legislativa, é brilhante a postura do engenheiro e trabalhador que não vive da política, isto é, não é um político profissional. Misturar-se à panela de gente que não conseguiria passar pelas urnas democráticas nem para vereador e ousam pensar diretamente numa investidura de deputado?

Massafera está certo, certíssimo pela história de vida e lealdade ao bem-estar de nossa gente e progresso da região. Se, diante da tonelada de candidatos houver a maioria pensando no sucesso de uma candidatura a deputado estadual, em sendo convocado Massafera dirá SIM e, com isso, estaria de novo elegendo de bom grado e prazerosamente uma dobradinha com pessoas honradas, como por exemplo o candidato a deputado federal Dimas Ramalho. Roberto Massafera, como sabemos, tem um coração generoso, possui experiência de vida e tem preparo para nos representar no Palácio 9 de Julho. Aquela cadeira vazia, há 8 anos, tem sido um atestado da visão turva de um conjunto de políticos egocêntricos. Claro que isso precisa acabar e, assim, é excelente ter um Massafera como reserva moral, ética e de competência comprovada, um cidadão de alta qualidade com cheiro de povo. Tudo vale a pena quando a alma não é pequena… e o desafio é para gente grande, competente e sem vaidades pueris.

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