O PMDB de glórias, notadamente ao tempo do saudoso MDB, mostra aos brasileiros como enganar o presidente Lula e o eleitorado. O partido, meio oposicionista e meio situacionista, contraria a aritmética (arte dos números) e tenta enganar a população que, estarrecida, se depara com uma denúncia por dia no intrincado campo da corrupção.
A agremiação peemedebista se divide e, ao invés de se enfraquecer como seria natural, fortalece-se para continuar a navegar em rio de piranhas.
Os governadores (contra cargos no governo), obrigam o presidente Michel Temer a protocolar carta (não conseguiu ser atendido pelo presidente Lula), afirmando que não podia aceitar os ministérios. De outro lado, Renam Calheiros e José Sarney almoçavam com o presidente Lula para levar 90% da bancada de deputados e 2/3 da de senadores para dizer: aceitamos sim os ministérios. Mas, de uma forma ou outra Lula ganha poeira do Pmdb.
O deputado araraquarense Marcelo Barbieri, nesta semana, defendeu a independência do partido em relação ao governo Lula e a garantia da governabilidade. “O partido tem o compromisso de garantir a governabilidade, mas não é um partido fisiológico, não precisa de cargos para ajudar o País”, afirmou o parlamentar.
Em nota assinada pelo presidente da Executiva Estadual, Orestes Quércia, o PMDB afirma que “vai acatar a decisão da convenção de dezembro, que pede o afastamento do governo federal”.
Em entrevista à imprensa, Orestes Quércia negou que o partido esteja resistindo à idéia de aumentar sua participação no governo Lula para, mais tarde, barganhar um número maior de ministérios. “Não queremos cargo nenhum no futuro. Queremos o grande cargo, que é a Presidência da República,” respondeu.
O partido oposissituacionista vai na base do faz-de-conta. Só os contribuintes-eleitores não têm o direito de fazer de conta que pagam os elevados impostos para receber péssimos serviços públicos. Merecendo destaque a (in) segurança.