N/A

As 20 respostas

Assunção Cristóvão nasceu em Novo Horizonte e se formou em 1982, em Comunicação Social – Jornalismo, na PUC de Campinas. Logo depois veio para Araraquara, onde trabalhou no jornal Diário da Araraquarense, Rádio e TV Morada do Sol, Câmara Municipal, Prefeitura Municipal e, como correspondente, para a Folha de S. Paulo, durante quatro anos, e para O Estado de S. Paulo. Atuou também como editora de texto da EPTV – Ribeirão Preto e assessora de imprensa concursada da Universidade Federal de S. Carlos (UFSCar). De volta a Araraquara, trabalhou na Sigma, uma agência de comunicação, e há quatro anos atua como assessora de imprensa da Uniara, onde também ministra aulas no curso de Jornalismo.

É especialista, pela Unesp, em Lingüística de Texto e de Ensino e mestranda em Lingüística e Língua Portuguesa pela mesma instituição.

1- A experiência da maternidade mudou a sua vida?

Sem dúvida. Ter filho é provavelmente a experiência mais transformadora para um ser humano. É quando, pela primeira vez, temos a experiência concreta do milagre que é viver e, ao mesmo tempo, a consciência da nossa finitude; de que somos, naquele momento, destinados a cuidar da preservação da nossa espécie e de preparar alguém para ser melhor e mais feliz do que nós fomos. É também quando experimentamos a dimensão infinita do significado da palavra amor.

2- Para você, qual é a maior dificuldade em se criar um filho?

Acho que é a dúvida, não saber como agir em momentos importantes.

3- O que é ser religiosa?

Acho que um dos grandes ensinamentos das religiões é a tolerância. Infelizmente, a história do mundo nos mostra que essa é uma das virtudes mais esquecidas pelas próprias religiões. Se não fosse assim, as guerras não se originariam tanto do fanatismo religioso. A tolerância permite que enxerguemos o outro, apesar das diferenças, e também que modos de vida diferentes não devem nos ameaçar, mas acrescentar vivências, experiências e conhecimento; ou seja, é o que existe de diferente no outro que nos acrescenta, não a semelhança.

4) É errando que se aprende. É verdadeiro para você?

Dependendo da situação, é mais importante errar do que acertar, sem contar que a concepção de erro é muito subjetiva e não depende dos resultados imediatos. Se o erro causar maior determinação em torno do acerto, ele, de certa forma, é acerto. Nós vivemos numa sociedade em que o certo e o errado são mutáveis: eles dependem dos conceitos sobre o que a sociedade, naquele momento, acha certo ou errado. A criança e o jovem devem sentir que a possibilidade de errar é um caminho inevitável para o acerto.

5) A vida começa aos 40 ou 60? O horóscopo chinês diz que o primeiro ciclo termina aos 60.

A vida começa quando nos damos conta de que o que vale é o momento presente, quando temos mais motivos para agradecer do que para reclamar, e isso independe de beleza, status, situação financeira. Há uma música de Johnn Lennon que diz: “Vida é aquilo que acontece enquanto você está ocupado fazendo outras coisas”.

6) O que é família para você?

Família é o conforto da alma, é o lugar onde podemos ser quem realmente somos.

7) A sua felicidade depende da felicidade dos filhos e marido?

Infelizmente, sim. E, às vezes, depende da felicidade de outras pessoas também, até de pessoas que não conhecemos. Saber que o outro está sofrendo, muitas vezes por carências materiais mínimas, é um empecilho à felicidade total.

8) Acredita em horóscopo?

Não, mas leio. Uma dose de contradição não faz mal a ninguém.

9) Qual a melhor moda?

Aquela que nos faz sentir confortáveis e bonitas ao mesmo tempo.

10) A qualidade da televisão pode ser melhorada?

Sim, só que como vivemos numa sociedade capitalista, a televisão só será melhor quando nós, consumidores, optarmos por uma programação de qualidade, e isso, se pensarmos em termos de audiência, só acontecerá quando tivermos uma educação de qualidade em todos os níveis. A educação provoca o desejo da qualidade, da beleza, da cultura e das outras virtudes que pretendemos para a televisão.

11) Você conseguiria gostar de dois homens ao mesmo tempo?

Na verdade, eu já consigo: meu marido e meu filho.

12) Interessa a quantidade ou a qualidade?

Quanto mais o tempo passa, mais preciso de qualidade e menos de quantidade.

13) Qual é o seu point?

Minha casa.

14) A política é suja?

Infelizmente, na maioria das vezes, é, sim.

15) A união de pessoas do mesmo sexo. Você considera normal?

O que não normal, ou ao menos é condenável, é prejudicar o outro. Se o objetivo é amar, “qualquer maneira vale a pena”.

16) Ser dependente economicamente do marido é bom?

Não. Ser independente é sempre melhor. Mas também não é o fim do mundo. Numa relação de amor e companheirismo, cada um ajuda como e quando pode, independentemente de ser o homem ou a mulher.

17) Qual traço de personalidade dos outros que mais a incomoda?

Inveja, ambição desenfreada, presunção, falta de generosidade.

18) Quando você acha apropriado mentir?

Quase nunca.

19) Qual o seu hobby predileto?

Aconchego do lar, família, filme bom, pipoca, pizza…

20) Qual a sua filosofia de vida?

Acho que, como vivemos em sociedade, não dá para abrir mão da lealdade, da honestidade e de valores éticos que não sejam maleáveis a ponto de só valerem para os outros. Fora isso, não tenho uma filosofia de vida, mas aprecio algumas frases, de cuja autoria não me recordo, mas que contêm verdades necessárias de serem levadas em consideração em alguns momentos da vida. Uma dessas frases, por exemplo, é: “Mata-se por caviar quando se gosta mesmo é de mexerica”; outra é: “Não existe carrasco sem vítima”.

Compartilhe :

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

Agenda Esportiva

Audiência Pública debaterá regra sobre ano de fabricação de carros de aplicativo

Show nesta sexta-feira no Sesc Araraquara

Espetáculo de teatro neste sábado no Sesc Araraquara

Show neste domingo no Sesc Araraquara

CATEGORIAS