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As 20 respostas

Ela é Vera Lúcia Silveira Botta Ferrante, araraquarense nascida em 25 de março de 1945, casada com Jean Marie Lapaille, original de Marseille, França. Vera tem um filho Gustavo com 32 anos, filho do seu casamento com Paulo Ferrante, casado com Maria do Carmo Gonzáles. Fez toda carreira acadêmica na Unesp, tendo defendido doutorado, livre-docência e feito concurso para titular. Autora de vários livros, vem há 15 anos se dedicando ao estudo dos assentamentos rurais. Atualmente, coordena o mestrado em Desenvolvimento Regional e Meio Ambiente da UNIARA, um desafio prazeroso em sua trajetória intelectual. Está no segundo mandato de vereadora, pelo PT e tem como princípio fazer uma ponte entre o conhecimento teórico e a intervenção na cidade que ama, sustentada pela verdade, pela ética, pelos compromissos que tem com a coletividade. Corajosa nas posições públicas, revela um lado forte de sensibilidade na sua forma de ver a vida. É louca pelo filho Gustavo a quem diz ser a luzinha de sua vida. Tem uma única irmã Suely, sua companheira de todas as horas e dois sobrinhos, Tiago e Marília que fazem parte do seu coração. Tem muitos amigos do peito.

1-) Qual o maior acontecimento de sua vida?

É difícil falar do maior acontecimento da minha vida, mas sim de um suceder de acontecimentos significativos: o nascimento do meu filho, sem dúvida, minha jóia mais rara. A publicação do meu primeiro livro, o plantio da primeira árvore do meu jardim e toda uma série de escolhas que têm me permitido recomeços e me fazem sentir viva.

2-) É errando que se aprende. É verdadeiro para você?

É errando que se aprende. É tentando, tentando, refazendo, refazendo. A gente cresce nas crises, a gente acerta, errando sim. E por que não transformar os erros em um convite continuado à aprendizagem? Deve-se afastar esta imagem punitiva e castradora sugerida pelo erro e dar-lhe um novo significado, o de ser parte de nossos ganhos, de nosso crescimento.

3-) Para você qual é a maior dificuldade em se criar um filho?

Mãe não tem que ser amiguinha, tem que ser mãe mesmo. Tem que ser aquela a quem os filhos, mesmo adultos, sabem que podem contar sempre. Ser severa em demasia? Pra que? A vida pode ser bem mais severa do que isso. Não há dificuldades insuperáveis quando os elos são construídos pelo amor.

4-) A mulher deve ter jornada dupla?

Não só a mulher, como também o homem devem encarar essa jornada dupla como parte da construção de uma parceria afetiva. Fazer os trabalhos domésticos não é apenas atributo feminino, assim como também cuidar da educação dos filhos. Tais tarefas poderiam ser divididas e mais prazerosas. Afinal, jornadas duplas, se compartilhadas podem estimular o diálogo e quebrar preconceitos de que só a mulher deve ter jornada dupla dada sua natureza humana. Nada disso! Igualdade nos direitos, nas tarefas, nos prazeres.

5) A vida começa aos 40 ou 60? O horóscopo chinês diz que o primeiro ciclo termina aos 60.

Ter 40, 50 ou 60 anos pode significar um recomeço. Envelhecer não tem nada a ver com entregar os pontos ou determinar que chegaremos à velhice vazios, sem a bagagem interior que pode nos sustentar em mais essa etapa. Para que querer congelar o tempo? É muito bom sentir que a existência como um todo tem várias formas de beleza ou até de felicidade e que os ciclos não se interrompem com a idade.

6-) Gostaria de realizar algo que pudesse transformar sua vida?

Há uma lição que se renova. A vida deve ser saboreada no que tem de doce e de amargo. De acordo com essa lição que a vida nos dá, não transformaria minha vida. As armadilhas que ela me impôs, as rasteiras inevitáveis, as perdas, as alegrias, os prazeres e os sonhos são os ingredientes que fazem da vida sempre algo bom de ser celebrado.

7-) O que é ser mulher moderna?

Começaria com outra pergunta: será que existem tantas diferenças entre a mulher moderna e as mulheres de outros tempos? Talvez as diferenças pareçam maiores porque muitas dimensões vividas pelas mulheres em outros tempos permaneceram nas sombras. Mulheres de outros tempos conseguiram vencer batalhas e as mulheres de hoje também. A mulher moderna tem problemas como as de outrora. A mulher moderna venceu batalhas para estar no mercado de trabalho, especialmente difíceis quando se trata de cargos de chefia, mas muitas ainda enfrentam preconceitos e discriminações. Além das conquistas, a mulher moderna, como a de antes tem atos de resignação, expressões de medo. A grande diferença talvez esteja no fato dela não permitir que seu potencial seja escondido ou que não lhe seja dada a possibilidade de escolha. Não há um tipo ideal de mulher moderna. Há mulheres que hoje querem tecer a própria história, sem ser a sombra dos homens, mas esta não é uma regra geral.

😎 Por ano, pelo menos três meses são utilizados para pagamentos de impostos. Como você se sente?

Pagar impostos é preciso, só que pagamos muito e recebemos pouco. Acho que isto deveria ser mudado. O imposto, revertido em investimentos tem que voltar para a população de alguma forma, melhorando os serviços e os equipamentos da sociedade. Pessoalmente, sinto que o imposto aparece como uma coerção porque há muitas nebulosidades que nos impedem de conhecer verdadeiramente o uso da receita que vem dos impostos.

9-) A convocação dos deputados federais custou cerca de 50 milhões. O que acha?

É uma afronta à população brasileira, assim como outras mordomias a que os deputados têm direito, tais como: auxilio paletó, lotes de viagem, tetos abusivos para habitação. Isto para não entrar em outras polêmicas…Faz-se urgente uma reforma política.

10-) Paixão…

A paixão é uma coisa para poucos. Ela exige audácia e, porque não dizer, um pouco de loucura. Fico com Fernando Pessoa, “qualquer loucura vale a pena se a alma não é pequena”.

11-) A qualidade da televisão pode ser melhorada?

A TV do jeito que é veiculada pode e deve ser melhorada, ser mais criativa, mais saudável e formativa. Temos uma televisão teoricamente poderosa, um elenco de atores excepcional, então…só falta mesmo reinventá-la.

12-) A felicidade deve ser hoje ou no futuro?

Os momentos felizes podem ter sido vividos no passado ou estar acontecendo hoje. Se ficarmos esperando a felicidade para o futuro, corremos o risco de entrar para o arquivo morto. As transformações e o curso do tempo nem sempre dependem da nossa vontade de ser feliz. Esperar para ser feliz???Viver é não perder de vista alguns sinais verdes que sintonizam felicidade…O que não se pode é adiar o estado de felicidade, ela tem que ser vivida.

13-)Você aprecia a leitura, lembra-se do último livro?

Fiquei apaixonada pelos livros da Lya Luft.Li todos recentemente. Acho que a leitura abre um mundo que pode ser explorado, sentindo, vivido ou imaginado. Além disso, pode proporcionar uma alegria imensa, um processo de redescobrimento de nós mesmos.

14-) Que tido de educação pode ser oferecida aos filhos?

Para ser boa mãe não é preciso se vitimizar, ser mãe-mártir, culpada e aflita. No entanto, se eu me fizer respeitar e me valorizar, vou ser capaz de amar meu filho, servir de eventual apoio a ele, respeitando-o igualmente. A educação deve ser nutrir do diálogo, de um processo cotidiano de crescimento mútuo, sendo um caminho de mão dupla. Expressões de autoridade ou de liberdade não podem se definir previamente na educação, sendo importante, em qualquer situação, existir lugar para o respeito e o afeto.

15-) O neto é mais valioso que o filho?

Ainda não tenho neto, apesar do meu grande desejo de ser avó. Acho que não se trata de ser mais valioso, talvez mais plenamente exercido o amor, pelo próprio amadurecimento que a vida nos impõe. Tenho a impressão de que quando for avó vou ser mais paciente e até vou permitir parar o trabalho quantas vezes for preciso parar pegar meus netos no colo e beijá-los.

16-) Ser dependente economicamente do marido é bom?

Nem sei o que é isso. Acho que não é bom para ninguém; qualquer dependência coloca a pessoa em situação de inferioridade, subalterna, menor. E essa atitude se reflete na vida cotidiana, nas cobranças, em tudo.

17-) O que leva ao fim do relacionamento?

Penso que um bom casal é aquele que troca sentimentos, se gosta, é cúmplice, se interessa um pelo outro, vive uma sensualidade boa e tem o compromisso da lealdade. Se esses comportamentos não estão presentes no relacionamento, ele já chegou ao fim e, às vezes, a pessoa nem percebeu. É uma série de queixas cotidianas que, somadas, terminam um relacionamento.

18-)Qual a sua idéia de felicidade perfeita?

Felicidade perfeita é um estado que não existe. Vivemos momentos de felicidade plena, passando e repassando a vida para que ela valha a pena. Não há como programar na agenda um estado de felicidade perfeita, o que deve ser feito é deixar sempre uma brecha na agenda para que a felicidade possa entrar.

19-) Qual o seu hobby predileto?

Gosto de cozinhar. Me dá prazer, me acalma e é a oportunidade para que eu exerça minha criatividade e compartilhe meu prazer com as pessoas amadas e amigas ao meu redor. Gosto de casa cheia, de panela grande e confesso que exagero. Um amigo querido me dizia que eu devo ter passado fome na infância, por isso quero a mesa farta, com muitos sabores e odores.

20-) O que mais valorizo nos amigos?

Amigo é coisa para se guardar dentro do peito. Amigo não cobra, conversa, fica perto, pega na mão, está disponível a escutar e gosta da gente. Amigo é aquela ponte que a gente enxerga do outro lado do rio, a nos dizer…Vamos lá…você vai chegar!!!Amigo é algo precioso que a gente não pode jogar fora…É uma das melhores coisas da vida.

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