ANDADOR: ESCOLHA SEGURA E ADEQUADA?

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Embora vários países – entre eles o Brasil – desencorajem o uso de andadores infantis, eles ainda são usados com frequência. São equipamentos não essenciais, destinados a crianças muito pequenas, que ainda não conseguem andar, tradicionalmente constituídos por um assento cercado por uma estrutura rígida com rodas, ou um outro modelo de empurrar, também perigoso.

“Do ponto de vista dos pais, o andador serve para estimular a mobilidade, ajudar a criança a se exercitar, ficar ‘mais quietinha’, entretida por muitas horas, permitindo que os pais tenham tempo para fazer o que precisam (tarefas domésticas, trabalhar, tomar banho etc.), e pode ser usado também para alimentá-la”, diz a pediatra Renata Waksman, vice-presidente da Sociedade de Pediatria de São Paulo (SPSP).

Só que não! A médica revela que é um erro pensar que o andador estimula a mobilidade natural e a movimentação adequada dos pequenos. “Como a criança vai ficar quieta, se tem as rodinhas para se movimentar e quer explorar tudo ao seu redor? Como vai ficar muitas horas no andador, numa posição viciosa – com as pernas abertas e vertidas para fora e tentando movimentar os pés, muitas vezes virando-os para trás? E na hora de comer, o adulto vai ter que correr atrás da criança pela casa?”, questiona a especialista.

Segundo a pediatra, o lugar do bebê é no chão, onde irá aprender a rolar, sentar, engatinhar e andar. E com a supervisão atenta de um adulto, em um ambiente que não ofereça riscos. “Ao usar o andador, o bebê pode ter algumas etapas importantes do seu desenvolvimento comprometidas e atrasadas, como engatinhar, equilibrar-se, andar, além de não aprender a cair – em resumo, o uso do andador não desafia a criança o suficiente para dominar seus movimentos”, aponta.

Além disso, Renata diz que a criança pode tombar, capotar ou rolar escada abaixo, sofrer queimaduras (ao alcançar alturas maiores estando no andador e conseguir agarrar uma panela, puxar a toalha da mesa etc.), intoxicações (alcançar armários e abrir suas portas fica mais fácil) ou afogar-se ao cair numa banheira ou piscina. “É obrigação dos pais considerar as consequências futuras dos equipamentos que um bebê usa para garantir que ele se desenvolva adequadamente”, alerta a médica.

Abaixo, a pediatra traz algumas orientações aos pais na hora de considerar a compra de um andador:

  • Pergunte ao pediatra e informe-se a respeito dos equipamentos que tenham certificação e que sejam mais seguros e úteis para seu filho(a);

  • Se ganhar ou herdar um andador, não deve usá-lo. Sugerimos descartá-lo e garantir que não será usado por nenhuma outra criança. Além disso, certifique-se de que não haja andadores nos locais onde o bebê está sendo cuidado, como no berçário, escolinha, creche ou na casa de outras pessoas;

  • Experimente outro equipamento mais seguro, como os Centros ou Mesas de Atividades (são fixos, não têm rodas e geralmente têm assentos que giram). (Vérité Comunicação – Assessoria de Imprensa SPSP – contato@veritecomunicacao.com.br)

 

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