Alvo de preconceito, psoríase tem dia mundial e nacional de conscientização

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Weber Coelho - Dermatologista

Doença de pele crônica e não contagiosa, a psoríase tem um dia de alerta em todos os países porque também é uma doença alvo de preconceito. 29 de outubro é o Dia Nacional e Mundial da Psoríase, doença que atinge cerca de 3% da população em todo o planeta. A falta de informações intensifica o preconceito e favorece o isolamento social dos pacientes. Por isso, o médico dermatologista Weber Coelho alerta pais, educadores e empresas para que orientem seus públicos a fim de que saibam se relacionar com colegas possivelmente afetados pela doença.

Os sintomas da psoríase são cíclicos, pois aparecem e desaparecem frequentemente. É uma doença que causa inflamações na pele e, por isso, muitas vezes confundida com outros tipos de patologias dermatológicas.

Weber Coelho, que é membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia, orienta que a psoríase pode apresentar vários sintomas diferentes como manchas vermelhas com escamas secas esbranquiçadas ou prateadas; pequenas manchas brancas ou escuras residuais pós-lesões; pele ressecada e rachada; às vezes, com sangramento, coceira, queimação e dor; unhas grossas, sulcadas, descoladas e com depressões puntiformes; inchaço e rigidez nas articulações. Segundo o médico, os sintomas podem variar conforme o paciente.

Além disso, existem vários tipos de psoríase: psoríase em placas ou vulgar, psoríase ungueal, psoríase do couro cabeludo, psoríase gutata, psoríase invertida, psoríase pustulosa, psoríase eritrodérmica, e psoríase artropática, porém, somente o médico pode diagnosticar, prescrever o tratamento e orientar o paciente.

E também há vários tipos de tratamentos. “Um exemplo é a psoríase ungeal, que provoca o crescimento anormal das unhas, além de lesões e escamas em todo seu comprimento. Neste caso, é possível tratar com esmaltes ou vitaminas. Mas a comunidade médica sempre reforça o alerta de que a automedicação e as populares receitas caseiras só agravam a doença”, explica o médico.

A causa principal da psoríase ainda é desconhecida. A genética pode ser um dos principais responsáveis pelo desenvolvimento da doença. De 30% a 40% dos pacientes têm algum familiar de primeiro grau com a doença. Mas condições como o estresse, ou mesmo as baixas temperaturas, a obesidade, algumas infecções, o uso de medicamentos e consumos de álcool, além do tabagismo podem favorecer o agravamento e também o surgimento da psoríase mesmo na fase adulta.

Apesar de ser uma doença crônica, é possível prevenir para diminuir sua progressão e produzir uma melhora significativa. Weber Coelho explica que manter uma rotina saudável é indispensável, assim como ficar sempre em alerta aos sinais. “A informação ajuda na prevenção do agravamento dos sintomas. Se o paciente reconhece as situações que podem agravar sua doença, ele pode buscar atividades desestressantes ou pode se proteger mais contra alterações de temperatura, por exemplo, e assim garantir melhor qualidade de vida”, finaliza o médico.

(Texto & Cia Comunicação)

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