Alunas de Enfermagem da Uniara desenvolvem tecnologia educacional de prevenção à violência obstétrica

0
37

Estudo de Sabrina de Carvalho Batista e Thatiana Gomes Rodas foi premiado no XVI CIC da universidade

O estudo “Violência Obstétrica: Desenvolvimento de Tecnologia Educacional como Instrumento de Empoderamento e Prevenção”, das alunas do curso de Enfermagem da Universidade de Araraquara – Uniara, Sabrina de Carvalho Batista e Thatiana Gomes Rodas, foi um dos premiados, pela relevância social do tema, no XVI Congresso de Iniciação Científica – CIC da instituição, realizado em novembro de 2021. A pesquisa foi orientada pela professora Lucilei Cristina Chiodi.

“A violência obstétrica é caracteriza por intervenções desnecessárias cometidas durante o pré-natal, parto e puerpério, e que descaracterizam a autonomia da mulher. No Brasil, muitas delas sofrem violência obstétrica, diversas vezes por não reconhecerem atos violentos e por terem um baixo conhecimento sobre o assunto. Com isso, achamos relevante desenvolver uma tecnologia educacional sobre a violência obstétrica, abordando os direitos das mulheres, as principais intervenções consideradas violência obstétrica e como elas podem denunciar esses casos”, explicam as estudantes.

Elas destacam que a pesquisa “é de grande relevância para a sociedade e principalmente para as mulheres, pois o objetivo de desenvolver essa tecnologia educacional é torná-las mais empoderadas e permitir que tenham mais autonomia de escolha sobre suas vontades e seu próprio corpo”. “Essa parte do estudo encontra-se concluída, mas é muito provável que tenha uma segunda parte para avaliação e validação dessa tecnologia para sua posterior implementação nas unidades de saúde”, revelam Sabrina e Thatiana.

Lucilei conta que, desde 2013, a atenção humanizada ao pré-natal, parto e puerpério vem ganhando destaque no cenário nacional, “com equipes de saúde preocupadas em oferecerem a melhor assistência à mulher e ao recém-nascido, envolvendo também todos os membros da família, como pai, irmãos e avós”. “Quando falamos em oferecer a melhor assistência, ela deve ser baseada em evidências científicas atuais, justificando as condutas de todos os profissionais envolvidos no processo, o que evita casos de violência obstétrica”, aponta a orientadora.

É necessário, de acordo com ela, abordar a temática da violência obstétrica com profissionais de saúde, mulheres grávidas e toda a sociedade, “tendo em vista a dificuldade de se reconhecer a sua existência e os malefícios que pode causar na vida da mulher, como maior risco para depressão pós-parto e dificuldades na formação do vínculo afetivo e na amamentação”. “Essa foi a preocupação inicial de Thatiana e Sabrina, que buscaram desenvolver uma tecnologia educacional para que o conhecimento chegue às mulheres e permita iniciar uma conversa sobre o tema logo nas primeiras semanas de gravidez, empoderando essas mulheres, com o objetivo de prevenir a violência obstétrica”, ressalta.
Lucilei menciona que essa etapa do trabalho contou com a participação da professora Mariana Lopes Borges. “Os próximos passos agora serão para a validação da tecnologia educacional junto aos profissionais de saúde e ao público-alvo, bem como sua distribuição para a população de Araraquara”, finaliza.

Informações sobre o curso de Enfermagem da Uniara podem ser obtidas no endereço www.uniara.com.br ou pelo telefone 0800 55 65 88. (Assessoria de Imprensa – [email protected])

Deixe uma resposta