Alunas da Uniara são premiadas no CIC da universidade por estudo sobre relações entre autoestima e rede social

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Trabalho de Giulia di Orlando Cagnazzo, Jéssica Pavoni Cannabrava e Lavínia Maria Petrônio Braz foi orientado pela professora Gabriela de Sá Leite Chakur

O estudo “Relações entre autoestima, autoimagem e Instagram: um estudo exploratório com adolescentes no período pandêmico”, das alunas do curso de Psicologia da Universidade de Araraquara – Uniara, Giulia di Orlando Cagnazzo, Jéssica Pavoni Cannabrava e Lavínia Maria Petrônio Braz, foi premiado pela originalidade do tema no XVI Congresso de Iniciação Científica – CIC da instituição, realizado no final de 2021. O trabalho foi orientado pela professora Gabriela de Sá Leite Chakur.

“O conteúdo consiste em um estudo com adolescentes, durante o período pandêmico, sobre o uso do Instagram para investigar se, na percepção delas, essa rede social afetava sua autoestima, autoimagem e padrões de consumo. Foram aplicados questionários online para alunas de quinze a dezoito anos de uma escola de ensino médio para a obtenção de dados e, segundo esses resultados, apesar de a maioria das adolescentes não apresentarem uma boa relação com a autoestima, elas não acreditam que esse fato esteja diretamente relacionado ao Instagram”, explicam Giulia, Jéssica e Lavínia.

Acerca das conclusões finais, o grupo conta que foi possível notar o quão variável é a relação das participantes com o Instagram, “uma vez que a relação entre autoestima e a rede social dependerá da aceitação e identificação com outros usuários, o que poderá gerar um aumento ou diminuição da autoestima”. “É necessário ressaltar também a possibilidade de que essas adolescentes nunca tenham parado para refletir sobre o quanto o uso do Instagram pode estar relacionado ao fato de não terem uma boa autoestima, já que apenas uma das adolescentes envolvidas na pesquisa considerou sua autoestima boa”, apontam as graduandas.

De acordo com as Giulia, Jéssica e Lavínia, seis participantes da pesquisa utilizam a rede social regularmente e acreditam que ela expõe mais as partes boas do que a realidade, e que ajuda a perpetuar um padrão de beleza. “Dessa forma, apesar de terem consciência de que nem tudo que acompanham na rede social é real, isso ainda pode fazer com que queiram atingir esse padrão irreal ao qual estão expostas diariamente, o que poderia explicar a insatisfação consigo mesmas. Essa influência não acontece de acordo com a percepção delas, ou seja, não é uma influência da qual estão conscientes, não sendo possível afirmar, porém, que não aconteça”, esclarecem.

O grupo relata que diversos autores citados em seu estudo discorreram sobre essa influência, “o que evidencia a necessidade de que seja feita uma conscientização sobre as possíveis influências das redes sociais e que sejam feitas análises mais a fundo sobre o tema”. “O trabalho visa a colaborar com outras pesquisas para a formulação de intervenções a fim de diminuírem os possíveis problemas causados pelas redes sociais na autoestima e autoimagem feminina”, reforçam Giulia, Jéssica e Lavínia.

Gabriela comenta que o trabalho de suas orientandas se destaca “por refletir, justamente, o que observamos com os adolescentes durante a pandemia, ou seja, o aumento do uso da Internet e do celular, e a influência das redes sociais”. “Em especial, com as meninas, observamos na prática clínica, por exemplo, um aumento dos transtornos alimentares associados à questão da autoestima e à influência das mídias”, finaliza a docente.
Informações sobre o curso de Psicologia da Uniara podem ser obtidas no endereço www.uniara.com.br ou pelo telefone 0800 55 65 88. (Assessoria de Imprensa – [email protected])

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