A questão do transporte público

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Foto: Câmara Municipal de Araraquara

Luigi Polezze

Durante a sessão da segunda-feira (19), foi realizada uma audiência pública para discutir o transporte público no município, em vista do subsídio de 500 mil reais por mês estabelecido em dezembro de 2023, com fundos retirados do aumento do imposto de Transmissão de Bens Imóveis (ITBI), de 2% para 3% em 2024.

As preocupações levantadas pelo representante do Consórcio Araraquara de Transportes (CAT), Gustavo Herszkowicz, giram em torno do fato de que o contrato inicialmente previa um movimento aproximado de 900 mil usuários por mês. No entanto, atualmente, o número de usuários mal chega a um terço disso, o que demanda subsídios mais altos para a manutenção (mas não a melhoria) do transporte público.

Os cidadãos presentes levantaram questões sobre a má qualidade do transporte significar sua não utilização, o aumento da tarifa e a falta de lucro suficiente para a empresa. Também foram abordados problemas relacionados aos ônibus, prazos para atender às demandas e a percepção de que o transporte público era melhor quando era operado pelo poder público.

Ana Cláudia, moradora do Jardim do Ibirás, trouxe a questão ao JA em que destacou como os ônibus não chegam ao Jardim dos Ibirás, tal fato que foi mencionado durante a sessão na Câmara. Gustavo Herszkowicz comentou que tal situação não deveria ocorrer. No entanto, ao retornar para casa, o motorista do transporte público informou novamente que recebe ordens para não entrar no bairro, conforme mostrado em um vídeo no qual a imagem do motorista foi borrada para preservar sua privacidade.

A resposta do motorista contradiz o que foi relatado pelo representante do CAT na sessão pública e a tabela de horários fornecido pela provedora do serviço de mobilidade, evidenciando uma clara discrepância entre o discurso e a realidade apresentada.

Além disso, durante a sessão, estudantes também comentaram sobre a importância e o impacto do valor da passagem de ônibus em suas vidas. Lezate Ramos, representante do movimento dos estudantes da UNESP, observou que muitos alunos perdem aulas por não terem condições financeiras de pagar pelos ônibus, mesmo com o desconto de 50%. Enquanto isso, Elen Lima Torras, estudante de escola particular, relatou que – mesmo ela pagando somente meia passagem – precisa gastar cerca de R$ 216,00 por mês para ter acesso à faculdade e esse montante logicamente gera lucros para a empresa.

Por fim, diante das questões levantadas, o representante do CAT afirmou que tentará resolver os problemas apontados, porém, não pode fornecer uma data para conclusão. Nesse sentido, o vereador Luccas Grecco informou que a Câmara voltará com petições cobrando ações dos órgãos executivos para resolver cada problema apontado pelos cidadãos.

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