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A mulher que sente-se feliz como delegada

Na Delegacia de Defesa da Mulher, a Dra. Renata Fleury Cusinato recebe a reportagem do JA, por indicação da Sarah Coelho. A mulher que sente a felicidade de exercer a investidura, “esta é a minha missão, gosto muito do que faço e principalmente ajudar as mulheres”.

JA- Uma função gratificante?

Renata- Por ser uma delegacia especializada, nós tratamos não somente dos fatos criminais, como também fazemos o social, dando orientações e encaminhamentos.

O que marca nesses contatos?

Muitas vezes é mais gratificante saber que após uma conversa, o casal passou a conviver em harmonia do que prender um chefe de família, sabendo que seus filhos vão passar dificuldade.

As mulheres têm denunciado com mais frequência?

Estou há 12 anos nessa missão e percebo que as mulheres denunciam e procuram auxílio com maior frequência. E logo nas primeiras vezes que sofrem violência. Isso é uma conscientização e não aumento da violência doméstica.

Vale dizer que as mulheres são mais orientadas?

Exatamente, pois as mulheres se conscientizaram que têm seus direitos e devem lutar para que esses direitos sejam preservados.

Em que faixa etária se dá a violência maior?

Dos 20 aos 35 anos. O tipo mais freqüente de violência é a lesão corporal, seguida de ameaça e difamação.

A delegacia também atende as crianças?

Sim, crianças e adolescentes, independente de sexo, ao sofrer qualquer tipo de violência tem o acompanhamento policial. Neste caso o Conselho Tutelar de Araraquara tem uma ótima parceria com a Delegacia, prestando assistência e acompanhamento.

As mulheres perdoam com muita facilidade?

Talvez não seja nem o perdão, mas, o medo de enfrentar a vida sozinha, ou de perder o status, ou círculo de amigos que as fazem desistir de prosseguir no processo policial.

Isso gera novas violências?

De certa forma esse é um dos fatores, pois, o fato de elas renunciarem a representação policial demonstra para o agressor que aceita esta forma de tratamento.

Quais as causas da violência doméstica?

Estatísticamente é o alcoolismo a causa principal. Tem ainda o ciúme, as vezes o homem bebe por fatores sociais, desemprego, discriminação social…

Com a bagagem adquirida, qual a sua opinião?

Ao meu ver o alcoolismo não é a causa da agressão, pois, o agressor embriagado não agride o companheiro do bar “nem rasga dinheiro”. Somente é violento com sua companheira, aproveitando-se de sua condição de estar embriagado.

Mensagem…

O segredo da felicidade é o respeito e a fé. Falta Cristo nas famílias: a essência do amor. Só para lembrar: “Amai-vos uns aos outros como Eu vos amei”. E nos amou com a sua vida, religando-nos ao Pai. Somos todos irmãos. Portanto…

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