A lei existe para proteger os

A relação humana está explosiva e o mais forte, política e ou economicamente, além de governantes de plantão sentem-se poderosos e imbatíveis, donos de um poder capaz de passar por cima das pessoas, isto é, não se subordinam à lei, são movidos pela vontade própria alavancada pelo seu ego exagerado. Com a conhecida arrogância, convivem num processo realimentador que deixa atônita a população, desenergizada, sem a esperada e santa indignação.

Os exemplos dos últimos tempos, de assustadora quantidade, são de conhecimento público. Isso permite indagar: aonde vamos parar? Como a maioria não foi educada para pensar, nem percebe que estamos no fundo do poço diante de um estado democrático de direito bastante chamuscado. O que fazer diante dessa situação horrorosa, de elevada complexidade? Ainda que anestesiados, diante dos sucessivos golpes, aflora cristalinamente que não podemos perder a fé. Devemos, por exemplo, seguir os passos do concidadão araraquarense José Carlos Cosenzo que, ao assumir a presidência da Associação Nacional dos Membros do Ministério Público, na tribuna do Palácio dos Bandeirantes ao lado do governador Alckmin, secretários, deputados, juizes e promotores, mostrou transparência de seus ideais, afirmando: “assumimos o compromisso de trabalhar pelo poder investigativo do Ministério Público e o fim do foro privilegiado para os políticos”. Pode parecer pouco, mas, se todos os brasileiros conscientes de seu papel, de sua missão neste momento povoado de dúvidas e frustração realizarem um pouquinho, com certeza, poderemos passar a limpo o nosso país. Com o detergente da ética, da moral, da lei. A lei que tem o caráter geral, justa, legítima, a mesma perante todos e por isso invariável, a norma que existe em abstrato para todos os cidadãos e se torna concreta e eficiente quando qualquer pessoa deixa de cumpri-la.

Vamos, pois, com fé e esperança realizar o nosso papel. A somatória desse trabalho, numa revolução de costumes, pode transformar.

Usando de todos os canais, veiculando a nossa insatisfação haveremos de conscientizar os deputados e senadores a cumprir o histórico mandato, sem enganação, sem empulhação. Essa, a nossa caixa de ressonância que necessita ser resgatada.

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