Dá para reunir o pessoal de rádio e jornal de Araraquara? É meio difícil, existem mágoas, perdão e até figuras que são consideradas transparentes…
Dá para entender que São Carlos é um pilar da Região Central, como Araraquara e que as duas devem se unir para construir um desenvolvimento sustentado? Claro que dá, mas, quando a vizinha aparece na frente dá uma dorzinha…
Dá para carimbar brasileiro e argentino de irmãos? Obviamente, dá. Mas, por que a rivalidade num campo de futebol? Ainda nesta semana um jogador da Argentina, em pleno Morumbi após a vitória do tricolor foi preso por ter caluniado, com a qualificação racista, um jogador do Brasil.
Recentemente, a indústria brasileira (linha branca – fogão, geladeira – televisor…) foi barrada pelas autoridades argentinas porque nossos produtos ganhavam a preferência daqueles consumidores.
O presidente Lula tem viajado, tem sido um colaborador da ONU, tem conversado com os mandatários dos Estados Unidos (s.m.j. do mundo), tem enviado soldados brasileiros para garantir a paz em outras fronteiras, enfim, tem se desdobrado, lutado com denodo para conseguir um lugar fixo entre o grupo seleto que dita as normas no contexto da Organização das Nações Unidas. Tudo vai bem, mas, de repente, a Argentina intensifica campanha contra o Brasil justamente no Conselho de Segurança da ONU. E o que o porta-voz daquele país-irmão diz?
O vice-chanceler argentino, Jorge Taiana, cita a “existência de suscetibilidades regionais” e afirma que a inclusão de novos membros permanentes alteraria “equilíbrios e seria um fator de instabilidade nas regiões ao estabelecer hegemonias que hoje não existem”.
As declarações do representante do governo argentino foram feitas em Nova York, nesta semana, aduzindo que as decisões do Conselho de Segurança “correrão risco de se ver crescentemente questionadas” caso sejam incorporados mais membros permanentes ao grupo que é constituído por China, Estados Unidos, França, Reino Unido e Rússia.
Argentina, através desse acreditado representante, coloca-se contrária ao modelo de reforma defendido pelo Brasil.
Então, por que ficar batendo na tecla de fraternidade e colocar em risco o Mercosul por causa da Argentina que procura barrar nossos objetivos, colocar água em nosso chope?
Se não dá para associar, por que teimar? Vamos trabalhar mais, produzir mais, crescer mais, estudar muito mais e preparar nossa massa de trabalhadores para profissões que vão alavancar o futuro. Com técnica e ciência capazes de ser o diferencial porque criatividade, garra e determinação são com o brasileiro mesmo.
Para terminar, o presidente Lula busca febrilmente uma cadeira no Conselho de Segurança da ONU. Com respeito, sem bravatas, indagamos: para quê, presidente? A guerra com o Iraque mostrou que o tal conselho permanente não manda absolutamente nada.