A falência das instituições

Não é possível apresentar todos os fatos que deixaram o contribuinte brasileiro indignado. A cada dia os escândalos se sucedem e os últimos acabam chamando a atenção para lastrear comentários. É possível que neste hiato de algumas horas tenha ocorrido outro escândalo, mas, digitamos o Editorial com as imagens dos Sem Terra invadindo e depredando o prédio do Congresso Nacional, o símbolo maior da democracia. Sem lágrimas para impressionar militares em tempo de golpe, com a consciência cidadã, pode-se afirmar que cada ato daquela violência doeu no coração da gente brasileira. O povo se sentiu gravemente ferido nesta Pátria que ainda é uma família amplificada onde cada um tem direito à palavra e à associação. Mas, em governos perdulários, os contribuintes vêem seu salário ser transferido (mais da metade), em impostos e taxas sem a contraprestação do Governo, como segurança, saúde, educação e outros serviços de sua alçada.

Nesse contexto, parte dos deputados, senadores e do Governo Federal é chamada de “quadrilha” pelo Procurador Geral da República, mas, são inocentados por seus dignos pares.

O território está livre para a baderna, com a agravante de um presidente que diz não saber de nada.

Enquanto isso, sem detalhes que poderiam passar por eventual politização de augustos tribunais, muda-se a regra do jogo eleitoral a quatro meses do pleito e os partidos e agentes políticos ficam de joelhos. Na Sessão de Juri, os advogados dos irmãos Cravinhos ficaram ausentes e os da Suzana sairam em meio às discussões do plenário sendo criticados pela “falta de ética”.

A concentração de renda, os desempregados, a pouca visibilidade no horizonte, a desesperança de milhares de brasileiros formam um tsunami que tende a devastar, a solapar as bases democráticas e fraternais. Por isso, o povo enquanto titular do poder exige um basta e que se passe a limpo este país abençoado por Deus.

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