Várias manifestações em torno da situação criada por uma aluna que, ocupando lugar de destaque no contexto social, foi flagrada no confronto de dados (eufemismo) e repreendida no ato pelo professor universitário. Saiu da sala, envergonhada, como se estivesse carregando uma enorme carga em suas costas…
Na última edição, veiculamos a seguinte nota:
Professor flagra "cola" e manda aluna para fora da sala de aula
Um professor universitário, recentemente, percebeu que uma aluna estava "colando". Uma aluna, bastante conhecida pelo exercício de importante função social, foi desmascarada e humilhada ao ser expulsa da prova. Um professor, atencioso, sensível, solidário e responsável poderia ter agido de outra forma?
Por exemplo:
Falar diretamente ou até escrever na prova e pedir o "ciente" da aluna para as providências de praxe, isto é, para o zero merecido. Sem alarde, desnecessário e estressante. Certamente, nunca mais a aluna "colaria", mas, teria preservado seu respeito diante da classe.
O professor, sem prevaricar, mereceria respeito maior. Ou não?
Participe dessa discussão, mande e-mail para o JA. O professor agiu acertadamente ao amplificar o deslize da aluna?
Participe dessa discussão, mande seu e-mail:
” Professor flagra “cola” e manda aluna para fora da sala”
Com relação à matéria acima, sugiro que o colega reveja seus métodos de avaliação e de conduta mediante a situação crítica de “cola”. Um bom começo seria ler o artigo inserido nas páginas 47/49 da Revista Nova Escola edição junho/julho/2004 Editora Abril, cujo pequeno trecho transcrevo em seguida:
– O aluno colou? É hora de discutir avaliação. E regras.
Melhor do que redobrar a vigilância é diversificar os meios de checar a aprendizagem. Na hora do flagrante, no entanto, não deve faltar uma boa conversa
(Raquel Ribeiro – Revista Nova escola – junho/junho/2004)
-O aluno só “cola” por insegurança, aí entra a responsabilidade do mestre.
Um grande abraço a todos.
Aparecido G. Oliveira
Professor Universitário e
Adm. Escolar
Por mais estudioso e inteligente que o aluno seja, as vezes ele dá uma olhada na prova de quem está ao lado, ou até mesmo naquele lembrete que trouxe de casa. O professor sabe quem “cola”, e o aluno certamente sabe que o professor está observando-o.
Um bom professor, ao ver um aluno “colando”, deve chamá-lo para uma conversa em particular, evitando assim, que o aluno seja exposto ao ridículo, diante dos companheiros de classe.
Anular a prova e aplicar uma nova forma de avaliação, também é correto. Mas repreender a aluna perante a classe e expulsá-la da sala de aula, como aconteceu recentemente, foi um abuso de autoridade, por parte do professor.
Ele utilizou de seu diploma para ridicularizar a aluna, quando na verdade deveria ter orientado a mesma, até como se dedicar mais aos estudos, ao invés de utilizar a “cola”.
O professor deve ser amigo do aluno, e não agir como um carrasco.
(N.M)
Curiosidade
No instante em que se comenta o fato, muitos querem saber quem foi o agente (passivo e ativo) desta situação vexatória.
Como se trata de uma discussão em tese, esperamos não ser obrigados a dar o nome da aluna bastante conhecida na região de Araraquara e o professor de notório conhecimento técnico, mas, s.m.j., carente de metodologia de ensino.