Texto: Fabíola Tavernard
(PopTevê)
Samara Felippo está malhando como nunca. A atriz, que vive a sensual e espevitada Detinha em “América”, confessa que as saias e shorts prá lá de curtos que sua personagem usa e abusa exigem dedicação extra para manter as pernas e o abdome “sarados”. “estou me tratando com a medicina ortomolecular, bebo muita água e faço musculação para enrijecer os músculos”, conta. Mas não é só à academia que a atriz tem comparecido com mais freqüência. Por conta das madeixas longas – graças a um “megahair” – e loiras, Samara tem de ir ao cabeleireiro de 15 em 15 dias. “como a tinta resseca o cabelo, sempre tenho de fazer hidratação e repor o aplique”, explica.
Mudanças físicas foram necessárias para que Samara pudesse convencer como uma menina “fissurada” em peões. Mas isso não foi o bastante. Como nunca foi a um rodeio na vida e desconhecia completamente o cotidiano das “marias breteiras” antes da novela, a atriz procurou se informar a respeito deste universo. Foi a Barretos e conversou com as “verdadeiras” moças que inspiraram Glória Perez. E se diz encantada com o que descobriu. “Elas assumem que não vieram ao mundo a passeio, que vivem mesmo à procura de peões! É engraçado, porque elas saem de casa com blusas fechadas, comportadas. Mas no caminho abrem o decote, encurtam a saia…”, revela, aos risos.
Além das pesquisas “in loco”, Samara recorreu à internet para buscar expressões típicas daquelas que ela considera, de certa forma, “primas” das famosas “marias chuteiras”, “marias gasolina”, “marias tatames”… E descobriu que “derrubada” é alguma coisa ruim, caída. “Isca de milho”, como ela constantemente se refere à Bebel, interpretada por Christiana Kalache, é a expressão que as meninas usam para chamar outra mulher de “barraqueira”. E por aí vai. “É enorme a energia desse povo dos rodeios. É contagiante a fé que eles têm nos peões. Parece até o Carnaval de Salvador, que eu adoro”, reforça.