5ª Conferência Regional de Promoção da Igualdade Racial aprova 40 propostas

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Foto: Celso Luís Gallo

Araraquara terá sete representantes na delegação da conferência estadual, nos dias 19 e 20 de fevereiro

A 5ª Conferência Regional de Promoção da Igualdade Racial, aberta na sexta-feira (28) e concluída no sábado (29), de forma online em razão da pandemia, aprovou 40 propostas para a conferência estadual, que será realizada nos dias 19 e 20 de fevereiro. Araraquara terá sete representantes na delegação, sendo duas do poder público e cinco da sociedade civil.

A conferência regional foi organizada pela Prefeitura e pelo Comcedir (Conselho Municipal de Combate à Discriminação e ao Racismo). O evento envolveu 26 cidades da região central do estado de São Paulo e teve como tema “Enfrentamento ao racismo e às outras formas correlatas de discriminação étnico-raciais e de intolerância religiosa”.

A abertura da conferência teve palestra do professor doutor Juarez Tadeu de Paula Xavier, que é jornalista, docente no curso de Jornalismo da Unesp e no Programa de Pós-graduação em Mídia e Tecnologia, membro da Comissão de Averiguação das Autodeclarações para Pretos e Pardos no Vestibular e diretor em exercício da Faculdade de Arquitetura, Artes, Comunicação e Design da Unesp de Bauru.

“Essa conferência é fundamental e receberá propostas para a etapa estadual, em fevereiro, e para a conferência nacional, que será em maio. É uma noite muito especial. Mais um passo na construção da participação popular e no combate à discriminação e ao racismo”, disse o prefeito Edinho na abertura da conferência.

“Não basta mais resistir. É preciso enfrentar e ter muita firmeza na luta por uma sociedade mais justa, sem preconceito e com oportunidades para todos, sem qualquer distinção. Parabéns a todos da organização da conferência. Em uma sexta-feira à noite, estivemos debatendo saídas para construir um País de todos os brasileiros”, complementou Edinho.

Representando a Câmara Municipal, o vereador Guilherme Bianco (PCdoB) também enalteceu a importância do encontro. “Não basta não ser racista. É preciso ser antirracista. A conferência tem a tarefa urgente de debater políticas públicas para garantir a igualdade racial e fazer com que o povo preto pare de morrer por violência, pela Covid ou pela fome, gerando empregos e oportunidades para toda a nossa gente”, declarou.

O secretário executivo do Centro de Equidade Racial do Governo do Estado, Ivan Lima, destacou o papel da conferência para o fortalecimento das políticas de combate ao racismo em todos os municípios. Ivan ainda elogiou o trabalho desenvolvido em Araraquara. “Araraquara é referência de política de igualdade racial para o estado de São Paulo e para todo o Brasil. Possui muitas leis voltadas para a nossa luta, o que a gente não vê no restante dos municípios do estado.”

A secretária municipal de Direitos Humanos e Participação Popular, Amanda Vizoná, reforçou que o enfrentamento do racismo é urgente. “Não é mais possível apenas resistir. É preciso enfrentarmos de fato com política pública, com orçamento robusto, com organização social e mobilização dos conselhos.”

A secretária de Cidadania e Assistência Social de São Carlos, Vanessa Soriano Barbuto, representando a Prefeitura daquele município, saudou todos os presentes e declarou apoio à luta contra o preconceito. “Agradeço a todos os presentes. Deixo a todos um abraço e me coloco à disposição. Contem comigo.”

O presidente do Conselho Estadual de Participação e Desenvolvimento da Comunidade Negra, Gil Marcos Clarindo dos Santos, afirmou que o conselho está expandindo seu trabalho para o interior de São Paulo. “Estamos na luta para a implantação do Plano Estadual da Igualdade Racial, que vai capilarizar para que outros municípios façam seus planos municipais e nós consigamos avançar com as nossas pautas”, explicou.

A coordenadora de Políticas Étnico-Raciais de Araraquara, Alessandra Laurindo, também abordou os objetivos da conferência. “A conferência regional serve para a gente estimular as cidades a terem conselhos, instrumentos de participação popular e possam orientar as pessoas a participarem ativamente através de órgãos públicos e fazer com que elas se sintam amparadas. Não dá para dizer que não tem racismo e que as pessoas não têm onde recorrer.”

Já a presidente do Comcedir, Mãe Silvia de Xangô, citou uma frase do ativista jamaicano Marcus Garvey em sua fala. “As perseguições e o sofrimento do passado serão apenas as nossas insígnias, escudos e armaduras para lutar até que a vitória se assente sobre a bandeira da liberdade dos negros. Tenhamos uma ótima noite”, declarou.

Também participou da abertura da conferência regional Suely Brandão, representando a deputada estadual Márcia Lia (PT).

(Secretaria de Comunicação – Prefeitura de Araraquara)

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