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500 mil litros de pouca vergonha

A televisão abriu espaço, na quinta-feira (informativo do meio-dia), para informar sobre uma prisão, no ABC, de quadrilha especialista em adulteração de combustível. Exatos 500 mil litros por dia com o líqüido contendo solventes, corantes e odorizantes. É isso mesmo, até substância química capaz de impressionar as narinas dos consumidores. Não é incrível? Mas, quem compra tal montante de litros de veneno para o motor dos veículos do Estado de São Paulo que pode estar sendo vendido em qualquer cidade? Por inferência, em postos de bandeira branca porque os compromissados com distribuidora de renome teríam enorme dificuldade sem falar de uma fiscalização mais acurada.

A qualidade do produto é um direito do consumidor e a responsabilidade do proprietário do posto é indiscutível no sentido de realizar testes preliminares, antes de colocar o produto à venda. Para deixar bem cristalino, é o dono do posto e não o cliente. Se os consumidores, unitariamente, desejassem conferir essa qualidade seriam tachados de insuportáveis e causadores da morosidade no atendimento. O leitor já pensou se todos usassem o direito de checar a qualidade do combustível? Seria um balaio de gato…

Em Araraquara, recentemente, houve uma batida federal em postos para verificar os produtos fora do padrão. E qual foi o resultado, quem foi processado, como ficaram os clientes eventualmente prejudicados?

Qualidade, esse o nome que gera confiança. E, para começar, nada como comprar de quem a gente conhece há muito tempo. O posto que troca de dono, como a gente troca de camisa, deve ser evitado. Se não pára ninguém… tem algum motivo: é melhor fugir do que pagar para ver.

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