4 dicas científicas para equilibrar a mente na transição de ano

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Com base em pesquisas, especialistas revelam como manter o conforto emocional neste período

De acordo com a Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), cerca de 9,3% dos brasileiros sofrem de ansiedade, sendo que este número aumenta para 12,5% no final do ano, quando a carga de estresse se torna maior do que em qualquer outra época.

Já um estudo da Universidade de São Paulo (USP) mostrou que os casos de depressão e ansiedade aumentam em 15% neste período, enquanto outra pesquisa, desta vez, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), apontou que sintomas como ansiedade e irritação podem acometer até 20% dos brasileiros.

Segundo Monica Machado, psicóloga, fundadora da Clínica Ame.C e pós-graduada em Psicanálise e Saúde Mental pelo Instituto de Ensino e Pesquisa do Hospital Albert Einstein; há uma série de fatores que explicam esse cenário.

“É um período que comumente somos submetidos a inúmeros balanços e avaliações, algo que pode gerar um extremo desconforto para pessoas cujas pressões e expectativas são muito elevadas e não sabem lidar com frustrações”.

De acordo com a psicóloga, o ideal é identificar os gatilhos que sempre provocam alguma sobrecarga emocional nesta época, mitigando sintomas como angústia, alterações de humor, insônia, ou sono em excesso, dores musculares constantes, fadiga, entre outros típicos de final de ano.

Para evitar que você experimente estes sintomas, especialistas selecionaram 4 dicas para manter o bem-estar e o conforto emocional:

Distraia a mente com a leitura: Segundo um estudo publicado no periódico Trends in Cognitive Sciences, a leitura aumenta as conexões neurais, melhorando as funções cognitivas, diminuindo os níveis de cortisol (o “hormônio do estresse”), desacelerando os batimentos cardíacos e o ritmo da respiração, e minimizando os sintomas do Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG).

De acordo com Danielle H. Admoni, psiquiatra geral, supervisora na residência da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP/EPM) e especialista pela ABP (Associação Brasileira de Psiquiatria); dentre as funções cognitivas, destacam-se a consciência, a orientação, a sensopercepção e a concentração.

“Daí a importância de escolher livros com temas que sejam de seu interesse, para que prendam sua atenção e direcionem sua concentração somente no livro. Uma vez envolvida na história, a pessoa se desliga do mundo externo e, consequentemente, dos agentes estressores”.

Durma em boa companhia: Segundo um estudo da Universidade do Arizona, nos Estados Unidos, pessoas que dividem a cama com seu (sua) parceiro (a) têm menos insônia, menos fadiga, mais horas de sono de qualidade, menores índices de depressão, ansiedade e estresse, além de sentirem maior suporte emocional e satisfação com a vida.

“A presença física do (a) parceiro (a) na cama diminui os níveis de cortisol, proporcionando sensação de segurança, conforto e confiança”, afirma Bárbara Bastos, sexóloga clínica e educacional pela FASEX, e pós-graduanda em Sexualidade Humana pelo Child Behavior Institute of Miami

De acordo com a sexóloga, que também é especialista em Terapia Cognitiva Sexual, dormir a dois libera ainda a ocitocina, o “hormônio do amor”, que gera extremo bem-estar em resposta a estímulos prazerosos, como abraços, carícias, troca de olhares e beijos. “Vale lembrar que estes efeitos só ocorrem se você e o (a) companheiro (a) de cama realmente tiverem uma conexão emocional verdadeira”, alerta Bárbara Bastos.

Pratique solidariedade: Um estudo da Harvard Business School, feito em 136 países, apontou que pessoas generosas são as mais felizes, principalmente quando praticam ações solidárias de forma contínua. Segundo Monica Machado, a prática da generosidade libera hormônios responsáveis por emoções como prazer, bem-estar e recompensa.

“Quando você percebe que suas atitudes realmente fizeram a diferença na vida de alguém, a dopamina promove uma sensação de euforia tão intensa que os pesquisadores a chamam de ‘o barato da generosidade'”, conta a psicóloga.

Reforce a vitamina B6: De acordo com Paula Molari Abdo, farmacêutica pela USP, diretora técnica da Formularium, especialista em Atenção Farmacêutica pela USP e membro da ANFARMAG (Associação Nacional de Farmacêuticos Magistrais); a deficiência da vitamina B6 pode comprometer o funcionamento do organismo e o desempenho do sistema nervoso central.

“A B6 participa da síntese de hormônios como dopamina, serotonina, noradrenalina, melatonina e ácido gama-aminobutírico (mais conhecido como GABA, que bloqueia os impulsos entre as células nervosas do cérebro). Todos eles regulam o bom humor, prazer, bem-estar e relaxamento, bem como inibem ansiedade, estresse, dor e até depressão”.

Uma pesquisa da Universidade de Reading, do Reino Unido, confirmou estes efeitos. Após consumir doses diárias de vitamina B6 durante 30 dias, um grupo de adultos jovens teve uma diminuição significativa dos sintomas de ansiedade e depressão já diagnosticados antes do estudo.

“Vale lembrar que nosso corpo não consegue sintetizar sozinho as vitaminas do complexo B. Daí a importância do consumo de suplementos, com orientação médica, ou alimentos que contenham a vitamina, como carne, leite, ovos, abacate, soja, aveia, tomate, nozes, entre outros”, finaliza Paula Molari Abdo.

(FGR Assessoria de Comunicação)

 

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