JORNAL DE ARARAQUARA
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MANDATO-2 Deputada Márcia Lia

"A política e modo de trabalhar nela tem se transformado. O movimento de polarização ideológica e programática rachou a sociedade. As chamadas redes sociais mudaram as fontes de informações, antes cativas aos meios de comunicação, e turbinaram as dissensões, muitas vezes alimentadas pelas notícias falsas.

O florescimento do individualismo nestes tempos é uma marca preocupante revelada nas timelines, porque junto dele está a raiz do egoísmo e do questionamento de quem tem direito a quê; a tal meritocracia.

Não é possível a uma sociedade desenvolver-se delimitando o acesso à qualidade de vida e bem-estar ao merecimento de acordo com o gênero, a cor, religião, conta bancária, orientação sexual, opinião política ou ao endereço. Não é sensato e nem legal apostar no preconceito como regra de vida privada ou pública. Há uma Constituição a cumprir.

É na política e no modo de se movimentar, com ou sem mandato e com todas as dificuldades inerentes, que estão as respostas. A defesa das agendas essenciais fornece oxigênio para a construção de uma sociedade justa.

A pergunta: há felicidade própria diante da infelicidade do outro? Não, não há. Não é possível ser feliz e pleno diante de um quadro social que se agrava; diante do desmonte de direitos que sangra a esperança dos nossos jovens. Diante de uma política que troca vida por lucro, como tanto querem.

SEGUNDO MANDATO

Na última sexta-feira(15), iniciamos nosso segundo mandato na Assembleia Legislativa de São Paulo com o compromisso que norteou o primeiro: trabalhar junto com mulheres, na reforma agrária, com defensores da moradia, pelos direitos humanos, diversidade e contra toda forma de preconceito. Um universo de temas baseado na justiça social e direito constitucional que todas as pessoas tenham vida digna.

NÃO É FÁCIL

Estar ao lado das vozes que discordam das injustiças. O nosso lado é o mesmo das trabalhadoras e trabalhadores que lutam para ver seu país como uma Nação de oportunidades. E o mesmo da juventude que tem esperança na soberania do Brasil. É preciso ter coragem para o debate, saber pedir desculpas, saber chorar e saber que, como mulher, seremos alvo das críticas mais pesadas.

Isso pouco importa porque a luta supera as dificuldades. O povo da luta sabe disso. E estamos ao lado do povo que luta. Somos resistência e o amor vai vencer o ódio".