JORNAL DE ARARAQUARA
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O jornalista-testemunha de prefeitos que sentaram-se na cadeira de chefe

Texto: Geraldo Polezze

O articulista não foi contemporâneo de Benedito de Oliveira. Por isso ausência de pormenores, mas, acompanhou o segundo mandato de Rômulo Lupo que ganhou o coração da cidade no final dos anos 60 e início de 70. Logo depois da gestão do Benedito. Toda sequência política e resultado das urnas estão nas páginas de livro delineando a democracia da "Morada do Sol". Essa a razão de agregar alguns detalhes de nossa história.

Naquela época se priorizava o interesse maior da coletividade. Não existia a figura do político profissional como, aliás, temos assistido entre os líderes Edinho Silva e Marcelo Barbieri cada um vestindo a camiseta de seu partido. Tanto que fazem rodízio na chefia do Poder Executivo e cargos de apoio em outros segmentos, como secretário, ministro ou presidente de empresas governamentais. Tínhamos de forma cristalina um líder que colocava o povo em primeiro lugar, o dono do poder.

CORRENTE NATURAL

Foi quebrada numa manhã ensolarada, no gabinete do prefeito Cruz no mesmo prédio onde está, hoje, o Palácio "Vereador Carlos Alberto Manço". Esse ex-vereador foi agente político que nos deixou precocemente após serviços prestados principalmente como pilar central do prefeito De Santi. Rubens Cruz, o prefeito indicado por Rômulo Lupo, contando agora com a presença do deputado federal Aldo Lupo resolveu convidar Clodoaldo Medina para candidato do grupo e, por decorrência, adversário de Rômulo que tinha uma leve intenção de se candidatar. Medina, sócio-cotista da Eletro Tamoio, ganhou notoriedade como presidente da S.A.T. Sociedade Araraquarense de Televisão (tevê começava a entrar no gosto popular) aceitando o convite formulado pelo Rômulo Lupo. Clodoaldo começou sua trajetória política.

TUDO BEM NO PODER

A foto ao lado mostra o vice-prefeito Lindolpho Marçal Vieira, advogado Wennes Dias Macieira, Clodoaldo e esposa Dorinha Medina, no salão do sexto andar do Paço Municipal "Rubens Cruz" . O remédio jurídico foi um pedido de "renúncia" do prefeito titular que nem foi objeto de discussão. Hoje teria sido diferente... (Continua)