JORNAL DE ARARAQUARA
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Memória

Texto: Maria Ursulina Ramalho (*)

Paulo, apóstolo de Cristo, disse aos discípulos: "não sou do mundo, estou no mundo".

Estar no mundo significa não ser alheio, mas ver, compreender e de certa forma agir com entrega, sem preconceito, egoísmo e exclusão.

O mundo é semelhante a um palco onde representações e cenas acontecem; os atores interpretam as diferentes maneiras do comportamento humano.

A vida real nos une, afasta, criamos esperanças e atitudes que a memória guardará para sempre marcando nossa vida.

A memória tem uma função de nos manter ligados ou não ao mundo real. Ela faz com que nos mantenhamos com interesse pela vida e através de nossa história poderemos contribuir com a sua evolução: é como um processo dialético na construção do futuro e o que aprendemos no passado.

Portanto o conhecimento se aperfeiçoa mantendo a Unidade da vida.

Na juventude nos encantamos, alegramos e apesar das desilusões estamos sempre promovendo a construção do Todo. A memória talvez venha nos despertar para a reflexão contínua.

Por exemplo, havia uma praça com bancos onde ficávamos conversando no intervalo das aulas, nossos risos tão espontâneos permanecem dentro de nós. Esse lugar revelou um fato muito triste, ali havia o Teatro Municipal cuja destruição jamais esqueceremos, que saudade! Devido à memória guardiã de nossas experiências nos ligamos às manifestações da vida como a demolição de um teatro de estilo incomparável. Porém, a imagem que formamos deve ser para que possamos entender a importância da memória como uma constante na vida humana.

Mesmo sendo destruído, o Teatro provocou esperanças em nossa vida e através da memória permanecerá como imagem eterna.

Ofereço este texto às amigas inesquecíveis: Marisa Arruda, Darcy Borges, Ninyra Leal Basaglia, Glória Marasca, Maria de Lourdes Veiga (Tuti) e outras cuja lembrança guardo dentro de mim.

(*) Escritora e pedagoga: Maria Ursulina Ramalho e digitação de Kate Lorraine S. Godoy.