JORNAL DE ARARAQUARA
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Criança no mundo atual

Maria Ursulina Ramalho (*)

O que seria a felicidade para uma criança, no mundo contemporâneo? Ver coisas brilhantes, inatingíveis, que lhe aguçam os sentidos, e não poder tê-las? Sofrer diariamente motivações para adquirir brinquedos, objetos, que não pode ter? Comparar sua vida com a de tantas outras crianças e entristecer-se por não ser igual a elas?

Esse fato se refere logicamente àquelas crianças cujo ambiente é inóspito, pois para aquelas já favorecidas, desde o nascimento, com tudo o que precisam e querem numa espécie de mundo encantado, esta vivência sofrível não ocorre.

A infância nas periferias, favelas, leva a criança a viver encostada nos muros, com medo das balas que atravessam seu espaço.

Enfim, hoje encontramos muitas expressões tristes nos abrigos, nas ruas, orfanatos, hospitais... A maioria delas em nosso país não sabe o que é pensar em futura profissão, sorrir com esperança, pois nem educação digna chega a ter. O mundo infantil, na maioria convive com uma realidade que não tem condições de suportar.

A ganância, o egoísmo e o poder são os maiores exemplos dados a elas.

Sabemos que muitos lugares assustadores envolvem crianças em grandes conflitos, guerras e destruições, portanto não sabem o que significa uma escola, um jardim, um brinquedo, o nascer do sol e ainda morrem todos os dias, carregando armas, imitando os adultos.

Seu rosto, seus olhares são tristes e medrosos. Este um mundo para a criança?

As guerras em vários países são alimentadas por ódio interminável, preconceitos, em que os pais não se lembram de seus filhos, pois são movidos apenas pela ignorância e violência extrema.

Um menino, nessas regiões, deverá pensar que o mundo inteiro é assim, realizado através de armas, pedras e bombas. Pensará este menino, logicamente, que o mundo todo está em guerra. De certa forma não está errado. Ele tem razão, um grande conflito em certo ponto do planeta, atualmente, afeta o mundo todo. Não saberá nunca, o que significa a beleza do pôr do sol, a alegria no rosto de uma mãe e amizade entre todos. A realidade, na qual vivemos, está caminhando para tal fim.

(*) Escritora e Pedagoga-Ensino Médio e Universidade. (digitação: Kate Lorraine Salustiano de Godoy)