JORNAL DE ARARAQUARA
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Cão recebe prova de amor...

Dia tenso, Rio tem 6 pessoas baleadas e ônibus incendiado. O Jornal Folha de S.Paulo, edição de sexta-feira(26), Caderno B2, traz matéria que merece reflexão de todos os leitores que testemunham a violência.

"A favela da Rocinha, zona sul do Rio, viveu um dia de intensos tiroteios. Os confrontos começaram no início da manhã e a base da UPP (Unidade de Polícia Pacificadora) foi atacada. Dois PMs foram baleados, mas um deles não resistiu aos ferimentos e morreu no hospital. Um deles permanecia em estado grave, três suspeitos foram feridos, assim como um morador sem relação com o confronto. Um homem do tráfico foi preso.

Segundo o aplicativo "Onde Tem Tiroteio", que faz registro de disparos de armas de fogo no Rio por meio de denúncia de moradores pelas redes sociais, ao menos oito confrontos foram registrados.

A operação levou pânico à favela e entorno.

Desde a manhã, helicópteros da polícia rondavam a favela. Tiros e bombas eram ouvidos, 7 fuzis, quatro pistolas e uma granada foram apreendidas.

A Rocinha viveu no fim de 2017 a disputa pela venda de drogas. A facção que comandava havia cerca de uma década a favela, a ADA (Amigo dos Amigos), rachou e deu início a um conflito interno, as ações acabaram voltando ao Comando Vermelho.

ROTINA DE GUERRA

Moradores reclamam da guerra na favela, que tem cerca de 100 mil moradores.

FOTO (LÉO CORRÊA-AP)

Homem socorre cachorro que teria se ferido na troca de tiros. Os animais ganham afeto e homens-desafetos trocam balas como uma rotina na relação humana que se dissolve a cada hora. Isso merece reflexão: até onde chegaremos com essa violência presente em todos os recantos brasileiros?