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Depressão no trabalho
Atualizada 1 de dezembro de 17 |  Comentários -   E-mail | Imprimir | Permissões e Reproduções | Assine matérias como esta | Compartilhar no facebook Siga Jornal de Araraquara no Twitter

Os casos de afastamento por doença do trabalho cresceram cerca de 25% entre 2005 e 2015, atingindo 181.608 pessoas no Brasil, conforme dados do Anuário do Sistema Público de Emprego e Renda do Dieese, com base na Relação Anual de Informações Sociais (Rais). Segundo a Organização Mundial de Saúde OMS, até 2020, a depressão será a maior causa de afastamento do trabalho.

No Brasil a situação é gravíssima e clama por atenção dos envolvidos.

Senado Federal revela que depressão só perde para LER Lesões por Esforço Repetitivo.

A OMS ainda aponta que a perda de produtividade em decorrência de transtornos depressivos e de ansiedade demandam gastos de 1 trilhão de dólares por ano à economia global.

Conhecida como o mal do século, a depressão é responsável por retirar do mercado de trabalho milhares de profissionais todos os anos. No ano passado, 75,3 mil trabalhadores foram afastados em razão do mal, com direito a recebimento de auxílio-doença em casos episódicos ou recorrentes. Eles representaram 37,8% de todas as licenças em 2016 motivadas por transtornos mentais e comportamentais, que incluem não só a depressão, mas também o estresse, a ansiedade, os transtornos bipolares, a esquizofrenia e os transtornos mentais relacionados ao consumo de álcool e cocaína.

Maria Inês Vasconcelos, advogada Trabalhista, revela que 48,8% dos trabalhadores que se afastam por mais de 15 dias sofrem com algum transtorno mental, a depressão é o principal.

QUESTÃO SOCIAL

Dentro desse enfoque, a depressão deixa de se encaixar como um problema meramente corporativo, assumindo feições de verdadeira epidemia.

LEI 8.213

Artigo 20 diz que depressão pode ser incluída como doença profissional, desde que comprovado o nexo com o trabalho. Isto quer dizer que, se restar demonstrado que foi o ambiente laborativo, com todas as suas características nocivas, a plataforma disparadora da depressão ou o agravador da patologia, o patrão pode ser declarado culpado.

Prejuízos decorrentes de afastamentos com indenizações são incalculáveis, não sem considerar que a depressão é por sua natureza, uma patologia, que tem nuances próprias. A reincidência é uma de suas marcas.

MARCAS GERAIS

Além de representar custos elevadíssimos para o patrão, a depressão do trabalhador causa problemas de toda ordem dentro de uma instituição, comprometendo de forma direta o resultado financeiro da empresa. É o caso dos bancos. Dentre os setores que mais produzem trabalhadores deprimidos, podemos destacar realmente os bancos brasileiros, que são máquinas de adoecimento, levam funcionários ao limite emocional e físico.

SETOR BANCÁRIO

A reorganização do trabalho, aceleração tecnológica, onda de privatizações, fusões e programas de demissão incentivada, acrescidos pela pressão para atingir metas, as longas jornadas, e constante medo do corte demissional, bem como assédio, são as principais causas da depressão. Pode-se dizer que os bancos fabricam deprimidos.


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