JORNAL DE ARARAQUARA
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(Editorial) P O D E R E S Interdependentes

Ainda recentemente, um fato inédito envolvendo os vereadores de Araraquara: eles conseguiram rejeitar projeto do prefeito Edinho Silva dispondo sobre aumento do IPTU. Majoração, como dito, além do que vinha sendo anunciado inclusive através de publicidade televisiva, a preço de ouro. Aliás, um vereador fez requerimento e a Casa de Leis aprovou sobre esse contrato. Não se sabe qual barreira impossibilitou sua aproximação com a imprensa livre. Ninguém falou sobre essa publicidade, na verdade sem finalidade explícita porque continuou na telinha mesmo após a rejeição do projeto.

A imprensa ainda em pé e fustigada pelos que se escondem e combatem sua influência, foi construída para defender a população, sem ganhar salário e desenvolver verdadeiro sacerdócio. Com todas essas qualidades, não foi cientificada e não sabe onde está resposta ao referido requerimento. No entanto, a história vai cobrar de certos agentes políticos a imagem falsa e medo do contraditório que os obriga a buscar a rede social objetivando alimentar suposto narcisismo. De um desses agentes, uma frase lapidar: "a crítica visa me atingir e por conseguinte valorizar a recompensa". Sem sombra de dúvida, jeito rasteiro para fugir de respostas indesejáveis e para quem tem luz para contraditar.

Os poderes, decorrentes do direito que emana do povo, têm freios e contrapesos para que o equilíbrio entre eles permita atender expectativas do povo.

A população, voltando ao início do comentário, se beliscou para acreditar que vereadores disseram NÃO ao prefeito. Com justa razão porque na mesma semana, com receio de se fechar porta para troca de lâmpada ou árvore, a fim de ficar bem na foto com o prefeito para atender pedido de eleitores, os mesmos vereadores voltaram ao Paço Municipal para novo encontro com o chefe do Executivo. Os vereadores "beijaram a mão do prefeito"? Não foi veiculado se ocorreu algum pedido formal de "perdão" por votar contra o projeto de aumento do IPTU.

Os vereadores, presentes em novo e pouco falado s.m.j. beija-mão, lá estavam esquecidos de que a aludida coragem foi apreciada e enaltecida por muita gente. Mas, o que era bom durou pouco... a comunidade voltou a testemunhar uma relação pouco republicana entre os abençoados das urnas, com mandato popular.