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Bullying pode Matar
Atualizada 10 de novembro de 17 |  Comentários -   E-mail | Imprimir | Permissões e Reproduções | Assine matérias como esta | Compartilhar no facebook Siga Jornal de Araraquara no Twitter

Um guia prático foi lançado pela Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP). O documento faz rigorosa análise sobre o problema em discussão principalmente no ambiente familiar e escolar.

"Como pediatras participamos da vida dos pacientes e familiares. Nosso olhar deve estar atento também a fatores socioambientais".

Situações de Risco

Nas consultas pode-se identificar situação de risco e orientar pais, crianças e adolescentes como superar dificuldades, a fim de evitar desfechos trágicos, diz a presidente Luciana Rodrigues Silva.

Recomendações

No texto são elaboradas dicas baseadas em diferentes estudos e pesquisas. Podem ser úteis onde transita a população pediátrica, com até 19 anos. Por exemplo, no caso daquele que é alvo bullying: SBP recomenda aos pais que observem a presença frequente de sinais de trauma (ferimentos, hematomas), de roupas rasgadas ao chegar em casa e de pânico na hora de ir para a escola. SBP também ressalta outros sinais que podem ser indícios de que a criança ou adolescentes são alvo de bullying: constatação de sono agitado, alterações repentinas no humor, apresentação de desculpas para não ir à escola, comportamento agressivo, tendência ao isolamento ou busca de novas amizades fora da escola.

Muito afeto

Para os pediatras, é fundamental que a relação entre pais e filhos seja baseada no afeto, na verdade, na confiança e demonstração de amor.

Diálogo

Para especialistas, a consolidação de espaços de diálogo entre adultos, crianças e adolescentes podem ajudar os mais jovens em seu processo de reforço de autoestima e adaptação à escola. "Se houve bullying, a família não deve atribuir a culpa ao filho, nem minimizar o problema, dizendo que tudo não passa de brincadeira. É importante a busca de parcerias com outras famílias e com a própria escola, para discutir o tema e compartilhar", alertam.

No caso da criança ou adolescente agredindo colegas, os pais e responsáveis não devem ignorem a situação.

Para que força?

Os pediatras orientam adultos a não usarem a violência como forma de resolução de problema. "Incentivar o filho a falar de seus problemas e frustrações, a fim de buscar soluções positivas junto com ele; e a conhecer os amigos e ver se são eles que tendem a influenciar o filho, com o cuidado de não buscar outros culpados e isentá-lo de suas responsabilidades".

Prevenção

Com respeito à agressão, as recomendações envolvem crianças e adolescentes, as famílias e ambientes onde os casos ocorrem. Como nas escolas. A SBP pede que se evite deixar os jovens em locais fora da escola, nos quais possa ser alvo de agressões (ponto de ônibus, parques etc.) e que eles andem em grupos e busquem novas amizades na escola, como forma de intimidação aos agressores. Os especialistas lembram que os adultos devem ser comunicados sempre que alguém de sentir alvo de bullying ou quando presenciar uma situação desse tipo.

Identificação

"Não há escola sem bullying e não há estratégias capazes de extinguir esse tipo de comportamento entre estudantes. No entanto, conhecer o problema e saber orientar adolescentes e famílias sobre seus riscos e consequências torna-se mais um ato de promoção da saúde que não pode ser ignorado pelos pediatras", diz o documento.

Dor e angústia

Bullying compreende todas as atitudes agressivas, intencionais e repetidas que ocorrem sem motivação evidente, adotadas por um ou mais estudantes contra outro(s), causando dor e angústia, e executadas dentro de uma relação desigual de poder, tornando possível a intimidação da vítima. Esse problema pode se manifestar com intencionalidade sem motivação evidente, ou seja, o autor de bullying sabe ou entende que sua ação será desagradável, perturbadora ou poderá machucar o outro, mas faz mesmo assim, sem qualquer motivo.

Agressão

Surge de maneira repetida, na relação desigual de poder (quando a vítima se sente inferior em força física, em desvantagem numérica ou quando há visível diferença em autoconfiança, autoestima e popularidade no grupo) e com atitudes agressivas que visam humilhar e intimidar, incluindo apelidar, debochar, agredir, difamar, ameaçar, pegar ou danificar pertences, excluir de conversas ou atividades.

Recado

As escolas e a sociedade devem estar capacitadas a intervir adequadamente em cada caso, não sendo aceitável que estejam alheias ao fenômeno ou que tenham apenas atitudes punitivas, pontuais. (imprensa@sbp.com.br)


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