JORNAL DE ARARAQUARA
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Deputados turistas, com a grana do povo

"(Mortos na II Guerra)

Após Israel, turnê na Itália para homenagens

(Edição de 3 de novembro da Folha de S.Paulo). De Pistoia (ITÁLIA) - O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e a comitiva que o acompanha em viagem internacional participaram de uma cerimônia em homenagem aos militares brasileiros mortos em batalhas da Segunda Guerra Mundial no norte do país europeu.

Em discurso, Maia disse que o Monumento ao Militar Brasileiro, construído nos anos 1960 em memória dos 465 combatentes que morreram na região, "é uma terra sagrada" e um pedaço do Brasil na Itália.

Por ano, 800 pessoas, em média, visitam monumento. O local, no entanto, saiu do roteiro dos governantes brasileiros.

José Sarney e Fernando Collor foram os últimos presidentes que visitaram o memorial.

Maia foi o primeiro presidente da Câmara a realizar uma visita oficial, relatou o administrador do monumento, Mário Pereira, que, além de cuidar da manutenção, divulga e mantém viva essa parte da história do país.

A parada de um dia na Itália teve influência do deputado federal Heráclito Fortes (PSB-PI), um dos mais próximos de Maia, que visitou o local há cerca de dois anos.

Maia e Heráclito costuram a criação de um novo partido que integraria o DEM e dissidentes de outras siglas, principalmente o PSB.

A nova legenda, segundo a previsão de Heráclito, poderá alcançar uma bancada de 50 deputados até o fim do ano. "Ainda estamos discutindo o nome, mas o partido deve ser lançado muito em breve", disse à Folha.

A viagem tem sido criticada por acontecer em um momento crítico da política brasileira e pelo fato de ter sido custeada em parte pelos cofres públicos. Participam Maia e nove deputados.

Eles estiveram em Israel e territórios palestinos antes da Itália.

Ao todo, cada deputado receberá US$ 2.750 (R$ 8.921). Ou seja, só as diárias, somadas, custarão quase R$ 90 mil aos cofres públicos.

Da Itália, a comitiva liderada por Maia segue para Lisboa, onde há encontro com diplomatas brasileiros e uma palestra de encerramento do 4º Seminário Internacional de Direito do Trabalho.

O sábado é reservado apenas para "agenda privada" em Lisboa. (THIAGO RESENDE)