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As nossas Crianças
Atualizada 27 de outubro de 17 |  Comentários -   E-mail | Imprimir | Permissões e Reproduções | Assine matérias como esta | Compartilhar no facebook Siga Jornal de Araraquara no Twitter

Maria Ursulina Ramalho (*)

Elas chegam ao mundo, determinados ambientes as recebem e uma luz se acende trazendo esperança, amor e alegria pelo renascimento de uma vida.

As crianças representam o maior tesouro colocado em nossas mãos. São diamantes dilapidados por nós.

Elas se comunicam através de pequenos gestos, seus olhos tão expressivos querem dizer: estamos aqui e vocês são responsáveis por nós. Em qualquer ambiente no mundo o amor deverá nos conduzir.

Com suas diversas características, anomalias e raças tornam-nas iguais pois seu destino é semelhante desenhando uma unidade para transformar esse mundo caótico e sofredor.

Este mundo não é favorável para as crianças porque os adultos construíram um muro intransponível.

Os valores distorcidos pelos ideais da materialização do consumo e da má orientação pedagógica, ou seja: famílias, escolas e outras instituições ignoram as reais necessidades das crianças. Não há possibilidade de compreender e aceitar os fatos que massacram as crianças desde o mundo oriental ao ocidental. De fato é muito difícil aceitar estruturas que executam a separação e não a unidade.

O exemplo deve ser dado pelo comportamento geral dos homens e não demonstrar cada vez mais atitudes corruptas, desonestas e egoístas. Porém os principais responsáveis pela educação, além da família, são aqueles que se desviaram do caminho esquecendo caráter e moral.

Como esperar que o futuro se transforme através da educação se as pessoas não estão preparadas?

Isso posto, a nossa responsabilidade será cobrada pela falta de consciência, respeito e principalmente amor.

O mundo atual se transformou em um caminho cheio de ilusões, fantasias, mentiras e preconceitos. As crianças estão abandonadas nas mãos daqueles que não as amam já que também não se amam.

Lamentamos por aqueles que em sua infância carregam armas pelas ruas, em vários lugares do mundo. Seus olhares tristes e medrosos pedem socorro pois não entendem as guerras onde vivem, só devem ser lamentadas.

O maior milagre do mundo, infelizmente não percebido e que está tão próximos de nós, são as crianças!

(*) É pedagoga e escritora (digitação: Kate Lorraine S. de Godoy)


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