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Síndrome do Pânico, um transtorno grave
Atualizada 15 de setembro de 17 |  Comentários -   E-mail | Imprimir | Permissões e Reproduções | Assine matérias como esta | Compartilhar no facebook Siga Jornal de Araraquara no Twitter

Psicóloga Sarah Lopes orienta em relação à ansiedade e depressão.

Um dos transtornos mais graves de ansiedade é a síndrome do pânico. A doença caracteriza-se por um conjunto de sintomas que faz com que a ansiedade ou o medo do indivíduo mesmo que não haja sinais de perigo iminente seja potencializado a ponto de ele acreditar que está passando por uma situação mais trágica do que realmente parece, ou até mesmo achar que vai morrer sem motivo aparente.

Segundo estudo da Organização Mundial da Saúde, realizado neste ano, o Brasil tem a maior taxa de transtorno de ansiedade do mundo, com 9,3% da população brasileira acometida por algum transtorno de ansiedade e 5,8% por depressão. As causas para a síndrome do pânico podem ser variadas, começando pelo estilo de vida do paciente, ou ainda, pode ser desencadeada em virtude de algum trauma. Entretanto, pessoas ansiosas possuem maior probabilidade de desenvolver a doença.

Diferença

A especialista Sarah Lopes, do Hapvida Saúde, afirma que a diferença entre o pânico e a ansiedade está basicamente na intensidade do sentimento. "Transtorno de ansiedade não é necessariamente síndrome do pânico, porém, caso esta ansiedade não seja tratada poderá evoluir para esta síndrome". Para a psicóloga é comum o paciente intercalar períodos de crise com outros estáveis, mas, a sensação de mal-estar costuma ser constante e pode vir com algumas comorbidades como falta de apetite, cansaço, angústia e dor no peito. "A falta de apetite é mais comum em pessoas depressivas, mas pode acontecer com portadores de síndrome do pânico também porque acabam se restringindo socialmente e se deprimindo".

Psicoterapia

E atividades que reduzem a ansiedade devem ser procuradas. "A ajuda profissional, somando com uma mudança de pensamento e o controle da respiração são pontos fundamentais. O indivíduo deve começar a perceber que dentro da sua realidade as coisas ruins não aconteceram com uma frequência que ele pensa".

A recomendação durante um ataque de pânico é parar o que estiver fazendo, sentar-se e respirar de forma lenta e profunda. "Alterar o pensamento de negativo para positivo também ajuda a trazer o indivíduo para a realidade, fazendo-o perceber o que é fantasia ou não", afirma.


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