JORNAL DE ARARAQUARA
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Prefeito preocupado com as motos

Araraquara, há algumas décadas, tinha alguns táxis e charretes de luxo. O leito rodante bastante seguro onde a garotada jogava bola de meia numa boa. Por horas seguidas, sem acidente. Agora, motos e veículos 4 rodas disputam palmo a palmo o direito de trafegar, com a devida rapidez. A convivência não é tranqüila.

O que o prefeito Edinho pretende fazer?

"O que acontece com uma cidade do porte de Araraquara? Nós tivemos a recuperação econômica e o fato de o Brasil ter crescido muito no último período faz a renda, principalmente do trabalhador jovem, melhorar bastante. Assim, quem não tem condição de adquirir um carro certamente pode comprar uma moto. Mensalidade relativamente pequena. Com a estabilidade econômica, o cidadão suporta pagar sem problemas. Então temos um crescimento grande do número de motos no município. Penso que a cidade vai ter que fazer um estudo, talvez criar corredores para motos a fim de aumentar a segurança dos motociclistas. Notadamente onde eles andam perdendo a vida, em vias de maior velocidade.

Temos que estudar uma política de ciclovias, estamos fazendo corredores de ciclovias em Araraquara. Quer dizer, devemos estudar a solução e ao mesmo tempo investir pesado nas campanhas educativas. Significa repensar as vias futuras, mais largas, com um novo modelo onde se tenha condições de adaptar o corredor de motos".

Araraquara está sendo impermeabilizada. A saída dos trilhos permitirá área enorme e uma diretriz inteligente precisa contemplar a natureza. Qual a opinião do prefeito a respeito dessa área que unirá centro / Vila Xavier?

"A formação inicial geográfica de Araraquara são dois morros: o que se inicia na baixada do Santana e termina na Via Expressa e o que forma a Vila Xavier que também atinge a Expressa. Essa é a origem da cidade, a região focada é um aluvião onde as águas se encontram. Tanto que fizemos uma obra caríssima para a recuperação do Córrego da Servidão, na canalização debaixo da Expressa. Porque a pressão da água é muito forte, é uma área em que todos os projetos devem preservar a área livre para absorver a água. Nós estamos discutindo com a comunidade, com os técnicos da prefeitura... é um grande parque linear onde você deve conciliar comércio de baixo impacto e moradia.

Conversando com alguns urbanistas ficou assentado que a residência é um conceito que o mundo todo usa. Locais que não têm residência tendem a abrir espaço populista e alguns freqüentadores acabam criando condições para deteriorar o ambiente. Gente transitando, gente andando evita atividades ilícitas e perigosas. Ali tem que ter moradia para eliminar o risco de virar um parque onde as pessoas tenham medo de andar, medo de caminhar. Deverá ser um parque linear, num projeto harmônico para se caminhar, sem impermeabilização do solo e garantia de comércio e residências para que a região tenha muita vida, seja bem freqüentada e que as pessoas tenham segurança".